terça-feira, 21 de outubro de 2008

Der Pfad des Kriegers (A Rota do Guerreiro - Alemanha, Suíça, Itália, 2008)

Primeira mudança de planos na Mostra, e não por minha vontade, mas
motivada pela organização: sai "Better Things" e entra este documentário dirigido por Andreas Pichler. A obra conta a história de um jovem de origem alemã e italiana que parte em missão religiosa para a Bolívia, onde mais tarde se torna líder de um grupo guerrilheiro. É apresentado o passado dele, o carisma que o acompanhava e que fascinava as pessoas com quem entrava em contato e o triste episódio em que seu grupo seqüestrou um importante empresário. O filme tenta mostrar o que se passava na mente do personagem e suas ideologias e seus questionamento em relação a um cenário de injustiça social cuja mudança é incapaz de se desenrolar da maneira que julgava satisfatória. É uma história interessante, apesar de eu não ser muito fã de documentários.

Nota: 7

9 mm (Bélgica, 2008)

A obra do diretor Taylan Barman é iniciada por um misterioso tiro,
cena que consiste na verdade no clímax da história de uma família disfuncional composta por um pai com um problema físico, uma mãe policial e um filho rebelde. Mais uma vez, o tema são as conturbadas relações entre os membros de uma família com dificuldades. A narrativa é desconstruída, com seqüências não-lineares e algumas vezes até sobrepostas (utilizando pontos de vista diferentes), mas todas evoluindo para o fato principal que é a cena do tiro. O que senti falta no filme é uma maior profundidade nas relações e nos sentimentos retratados, que não geraram uma empatia muito contudente.

Nota: 6

Bes Vakit (Tempos e Ventos - Turquia, 2006)

O filme de Reha Erdem apresenta a história de algumas famílias de um
vilarejo turco. Em especial, é retratado um menino que deseja a morte de seu pai, o melhor amigo dele, que é apaixonado pela professora de sua escola, e uma menina que, diferentemente dos dois garotos, tem uma relação afetuosa com o pai. O foco do filme são as relações familiares entre pais e filhos, que se alternam entre amor e ódio. Auxiliada pela bela locação, a fotografia é um dos destaques da obra, que é também temperada por uma trilha sonora bem dramática.

Nota: 8