terça-feira, 28 de outubro de 2008

Kirschblüten - Hanami (Hanami - Cerejeiras em Flor - Alemanha, 2008)

Mais uma vez, a última sessão da tarde é a salvação de um dia que não
parecia muito promissor. Doris Dörrie retrata a história de um homem
com uma doença terminal que é levado pela mulher em algumas viagens
fora de sua pequena cidade. Contudo, uma tragédia os leva para uma
jornada distante até o Japão. O filme fala sobre (putz, será que é
preciso mencionar ainda?) relações familiares, mas é sobretudo o
retrato de um homem apaixonado por sua esposa. O que poderia ser um
filme romântico comum se transforma em uma bela história através da
adição de elementos de uma profunda sensibilidade e poesia, garantindo
uma riqueza considerável. Forte concorrente ao melhor filme da Mostra.

Nota: 9

Was wenn der Tod Uns Scheidet? (E se a Morte Nos Separar? - Alemanha, 2008)

Ulrike Grote apresenta várias histórias com diversos personagens que
têm em comum sua passagem por um hospital. Esse tipo de filme, com
histórias interligadas, possui um certo risco ao dividir seu tempo em
várias partes. Os problemas surgem quando elas são abordadas apenas
superficialmente e formam um todo fraco e fragmentado. Este parece ser
o caso aqui. O tema da(s) história(s) é, veja só, os relacionamentos
familiares, mas sem muita profundidade e sem conteúdo que atraia muito
a atenção.

Nota: 6

Made in Italy (França, 2008)

Made in Italy (França, 2008)

O filme de Stephane Giusti conta a história de um escritor italiano
que se mudou para a França aos dez anos de idade. Contudo, com a morte
de seu pai, ele deve retornar ao seu país de origem. O filme retoma um
tema recorrente em vários títulos vistos na Mostra: as relações
familiares. É uma comédia leve e divertida, mas sem nada de muito
especial.

Nota: 6